Concordamos com o que diz, lamentamos o que fez - Uma Verdade Inconveniente
Na sequência da visita de Al Gore a Portugal (08 Fevereiro e 07 de Março), para falar sobre o filme “Uma Verdade Inconveniente” e sensibilizar os cidadãos para os problemas da área do ambiente e das alterações climáticas, a Comissão Política Nacional da JP preparou o seguinte Comunicado: "Concordamos com o que diz, lamentamos o que fez - Uma Verdade Inconveniente
Mas quem é afinal Al Gore?
Al Gore, depois de dois mandatos como vice-presidente de Bill Clinton, entre 1993 e 2001, concorreu a presidente dos Estados Unidos e foi derrotado por George W. Bush por escassa margem.(…)
Que pretendeu Al Gore com “Uma Verdade Inconveniente”?A menos que diminuam as emissões de dióxido de carbono e outros gases, o aquecimento global causará uma mudança climática irreversível, que acabará com a vida como a conhecemos. Esta é a mensagem do filme, que inclui também exemplos preocupantes dos efeitos catastróficos do Aquecimento Global, bem como alguns conselhos e dicas para um bom desempenho ambiental de todos os cidadão.
(…)‘Uma Verdade Inconveniente’, leva ainda Al Gore à nomeação para o Nobel da Paz 2007, pelos seus esforços para alertar a opinião pública mundial para os perigos do aquecimento global.
Mas será que o prémio Nobel da Paz é justo? Quais foram efectivamente os esforços de Al Gore na área do ambiente?Durante os dois mandatos de Al Gore como vice-presidente (1993 – 2001), os Estados Unidos foram responsáveis por alguns acontecimentos na área do ambiente, nomeadamente:
- A participação nas negociações do Protocolo de Quioto e a sua não ratificação;- O uso de pesticidas altamente tóxicos (brometo de metilo), conhecidos por destruir a camada do ozono;
- O aumento da dependência dos Estados Unidos pelo petróleo proveniente do Médio Oriente, quebrando a promessa de não permitir as exportações do petróleo do Alasca;- O enfraquecimento do Endangered Species Act e do Safe Drinking Water Act, diminuindo a protecção das espécies e permitindo o aumento dos níveis de ferro e arsénio nas águas, respectivamente;
- A continuidade do subsídio à industria do açúcar na Florida, que contaminou o Everglades National Park e desviou grandes quantidades de água necessárias para a fauna e flora.(…)
Como pode Al Gore estar a defender arduamente uma causa tão importante, não pondo em causa as suas responsabilidades no passado? Será que tem razões para pressionar os Estados Unidos?A Juventude Popular vem por este meio expor a sua posição e alertar para os factos reais relativamente ao ex vice-presidente dos EUA Al Gore
Somos pelos ideais, pela verdade, pela defesa do ambiente, pela redução global dos gases com efeito de estufa responsáveis pelo aumento global da temperatura que poderá ter consequências catastróficas para a vida na Terra, somos pelo Protocolo de Quioto (com algumas revisões realistas).Concordamos com a importância do conteúdo da mensagem que está no”Uma Verdade Inconveniente”, concordamos com a importância que têm as problemáticas do ambiente, mas não concordamos com o formato de atitude imaculada e irrepreensível agora assumida por Al Gore e como pressiona os Estados Unidos, não concordamos com a ausência de transparência e com o que foi feito na área do ambiente entre 1993 e 2001.
Concordamos com o que diz, lamentamos o que fez – Uma Verdade Inconveniente”
Com este link poderá aceder à versão completa do Comunicado.


Só para elucidar algumas pessoas.
Não existe nenhum composto com o nome “metil-bromido”. Existe isso sim, brometo de metilo ou bromometano, um hidrocarboneto halogenado volátil comparável no seu poder destrutor do ozono aos célebres CFCs.
A expressão foi mal traduzida do inglês (methyl bromide).
Por favor se não sabem como traduzir as palavras técnicas não inventem.
Comentado por Nuno A. G. Bandeira — 8/ 2/2007 @ 02:17
Agradecemos a nota técnica e iremos de imediato proceder à correcção do comunicado. Na realidade foi uma tradução errada do inglês, mas felizmente não prejudicou a mensagem presente no comunicado.
Obrigado por visitar o nosso blogg.
GADS
Comentado por GADS — 8/ 2/2007 @ 12:05