Um Estudo realizado pelo British Institute for Public Policy Research., que será publicado em Outono de 2006, mostra que Portugal é o país da EU-15 pior classificado no que respeita à reciclagem dos resíduos.

Segundo este Estudo, no que se refere ao ano de 2004, Portugal reciclou apenas 3% dos seus resíduos, seguindo-se a Grécia com 8% e o Reino Unido com 18%. Os Países que mais reciclaram são a Holanda (65%), a Áustria (59%) e a Alemanha (58%).

Estes dados não podem passar ao lado dos cidadãos e o Governo tem que actuar com alguma urgência.

Há metas a cumprir! Segundo a Directiva n.º 2004/12/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, 11 de Fevereiro e o DL nº 92/2006 de 25-05-2006, que a transpõe a Directiva para a ordem jurídica nacional, o nosso país já falhou a meta de 2005, mas ainda vamos a tempo de alcançar as metas de 2011 (*). Todos temos que contribuir, não custa nada!

Cada vez se houve mais falar da prevenção, redução, reutilização e reciclagem de resíduos. Cada vez há mais sensibilização nas escolas, na televisão e nos diferentes meios de comunicação social, cada vez mais as empresas e os cidadãos tomam consciência das vantagens que a reciclagem pode trazer em termos ambientais e económicos.
 
Mas então porque é que estamos tão atrasados? Será que é o consumidor que não separa? Será que são as empresas? Será que há falhas no Governo e nos sistemas de gestão de resíduos?

Portugal tem que agir e cumprir a legislação, mas para isso a fiscalização é essencial. Porque não seguimos o exemplo de países como a Alemanha, que em algumas áreas do país multa os cidadãos ou empresas pela quantidade de resíduos recicláveis que não foram direccionados para tal.

Não podem só ser feitos Planos Estratégicos e depois estes nem serem aplicados. O PESGRI, o PERSU, o PNAPRI, o PERH não podem ficar só pelo papel… Tem que haver uma política forte na área dos resíduos… e nós não podemos ficar de braços cruzados.

(*) DL nº 92/2006 - Objectivos para Portugal até 31 de Dezembro de 2011: a valorização ou incineração em instalações de incineração de resíduos com recuperação de energia de, no mínimo, 60% em peso dos resíduos de embalagens; a reciclagem entre, no mínimo, 55% e, no máximo, 80% em peso dos resíduos de embalagens; objectivos mínimos de reciclagem para os materiais contidos nos resíduos de embalagens: 60% em peso para o vidro e para o papel e cartão, 50% em peso para os metais, 22,5% em peso para os plásticos, 15% em peso para a madeira.